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Dieta para emagrecer e as atitudes radicais

Alguma vez você já tentou fazer dieta para emagrecer tomando alguma atitude radical?

Ser radical nem sempre é um problema, até mesmo quando se fala em dieta para emagrecer. Em alguns momentos precisamos ser realmente radicais. Por exemplo, quando tomamos a decisão de fazer uma reeducação alimentar, a menos que sejamos radicais e digamos a nós mesmos “a partir de hoje eu inicio minha reeducação alimentar”, ficaremos adiando esse dia. Tem gente, por exemplo, que possui hábitos alimentares danosos, como pular refeições ou comer a todo momento. Se estas pessoas não forem radicais em estabelecer que as refeições devem ser feitas adequadamente, elas ficarão se auto sabotando e consequentemente manterão os mesmo hábitos.

Talvez, aqui, radical esteja no sentido de determinado.

Dieta para emagrecer x radicalismo

Contudo, existe uma espécie de radicalismo que é inadequada. Nosso corpo requer tempo para se adaptar a novos hábitos como os alimentares. E algumas pessoas costumam não respeitar esse tempo. Elas comem o tempo inteiro e só alimentos muito calóricos. De repente, num belo dia, resolvem não comer mais nada. Passam um ou dois dias sem comer para emagrecer. Esse tipo de radicalismo é nocivo. Isso porque ele vai contra os hábitos saudáveis e o respeito pelo próprio organismo.

Infelizmente parece que tendemos mais a esse segundo tipo de radicalismo. Todos os dias pessoas decidem fazer uma mudança radical, mas ao invés de mudar radicalmente de um mau hábito para um hábito bom, mudam radicalmente de um mau hábito para outro hábito ruim. O famoso trocar 6 por meia dúzia.

Aparentemente elas podem ter a sensação de emagrecer a curto prazo, mas a longo prazo esse tipo de atitude é insustentável e a pessoa volta a engordar, ou até mesmo pode desenvolver um transtorno alimentar.

Em um estudo realizado na USP, com a participação de 1.167 adolescentes, verificou-se que:

  • 12,2% dos participantes apresentaram comportamentos de risco para transtornos alimentares
  • 31,9% tinham algum tipo de prática não saudável para controle do peso.
  • 72,5% dos adolescentes que apresentaram comportamento de risco para transtornos alimentares são mulheres.
  • Os comportamentos de risco são caracterizados por compulsão alimentar (10,3%), dieta restritiva (8,7%), uso de diuréticos (1,4%), uso de laxantes (0,3%) e vômito autoinduzido com o objetivo de emagrecer (0,3%).
  • A leitura de revistas sobre dieta para emagrecer aumentou em 2,87 vezes a chance de jovens apresentarem práticas não saudáveis para controle do peso.

O emagrecimento não deve ter como único objetivo a estética. A saúde precisa ser uma prioridade, e o emagrecimento saudável precisa iniciar na mente! Numa mente saudável!

26 de fevereiro de 2017

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